Ministério prepara critérios para renovar a concessão da Energisa

Ministério das Minas e Energia divulga amanhã ou depois as regras gerais para renovação do contrato, que acaba em 2027

Empresa energética de MS foi privatizada em 1997 e contrato de concessão acaba no final de 2027 - divulgação

Com ágio de 83% sobre o valor mínimo, no dia 30 de novembro de 1997 o governo do Estado vendeu a Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul) e faturou a bolada de R$ 625,55 milhões. A concessão só acaba daqui a quatro anos (2027), mas a previsão é de que amanhã (19) ou quinta-feira (20) já sejam definidos os parâmetros desta nova concessão, que deve ser por mais 30 anos.

Conforme a presidente do conselho dos consumidores de energia da área atendida pela Energisa (Concen), Rosimeire da Costa, estes parâmetros serão anunciados pelo Ministério das Minas e Energia e até agora pouco se sabe sobre as exigências que serão apresentadas para renovar esta concessão.

Porém, segundo ela, a expectativado mercado é de que ocorra uma espécie de concessão onerosa e a empresa que oferecer o maior valor ao poder público ficará com o direito de explorar com exclusividade o serviço nos 74 municípios nos quais a Energisa opera o onde tem 1,1 milhão de clientes.

Para efeito de comparação, em 1997 a empresa que venceu o leilão, a Escelsa (Espírito Santo Centrais Elétricas), desembolsou o equivalente a 570 milhões de dólares. Pela cotação de hoje, seriam em torno de R$ 2,8 bilhões de reais para explorar o serviço por 30 anos.